Resenha: A guerra dos tronos — George. R. R. Martin

Olá meus queridos leitores, visitantes e quem está a passar por aqui pela primeira vez! Depois de muito tempo após a leitura desse livro, eu resolvi o resenhar. Não o fiz antes porque quando o li nem tinha a intenção de ter um blog de resenhas, muito menos de levar isso a sério. Então, ficou, pois esse ano só tive tempo de resenhar na medida que ia lendo os livros, mas quero dar o meu parecer sobre este aclamado best-seller.
Então vamos lá! Comecei a ler o livro de George R. R. Martin há 2 anos atrás quando um amigo me indicou. Confesso que vi a série primeiro, então, rolava a curiosidade para saber se era coerente de tanto esse amigo falar, comprei o primeiro volume. 
George Martin é bem conhecido como roteirista de Hollywood,  e  como escritor de ficção e fantasia. Tornou-se mais reconhecido pela série A song of fire and ice, a qual ainda está a escrever. O primeiro volume, A guerra dos tronos, é extremamente chamativo. Você olha para aquele livro imenso, com aquela capa sugestiva e não tem como não ficar com vontade de desafiar a si mesmo e ler. Foi o que eu fiz.
A obra gira em torno de núcleos de personagens e é narrada a partir de pontos de vistas. Nós conhecemos, logo no prólogo, a vida na muralha, como é através daquele paredão gelado e nos assustamos com os acontecimentos chocantes logo no início. Estudando mais a fundo, eu arriscaria dizer que Martin tirou inspiração das Muralhas de Adriano, uma construção feita de pedra e madeira ao norte da Inglaterra para proteger o território, nos anos de 122 e 126. É incrível a criatividade do autor ao relatar a hostilidade que reina nesse território.
Então, conhecemos a família Stark, os senhores de Winterfell, o reino do norte de Westeros e não tem como não se encantar com os filhos de Ned e Catelyn. Arya é minha favorita, ela é forte, destemida e não aceita ser uma lady. Sansa, como o próprio nome diz, é muito sonsa e todas as suas fantasias giram em torno de seu casamento com o rei Joffrey Baratheon. Robb é lindo! Um dia será o senhor de Winterfell e ele tem todo o porte para tal. Bran é um doce de menino, um tanto curioso para a sua idade, o que o leva a situações bem terríveis. Rickon é o mais novo e não temos muito dele ainda. Também há o bastardo de Eddark Stark, Jon Snow que, diga-se de passagem, é o meu personagem favorito, por isso me irrito loucamente com as atitudes de Catelyn para humilhá-lo.
A família Stark recebe a visita da corte composta pelo rei Robert Baratheon e sua esposa Cersey, bem como seus filhos, servos, irmão e tudo mais (pense no monte de gente!), pois o rei Robert deseja que Ned se torne a nova mão do rei, visto que sua mão anterior, o sor Jon Arryn foi morto.Também querem oficializar o noivado entre Sansa e Joffrey, pois Robert era noivo de Lyanna, irmã de Ned e ela morreu antes que as famílias pudessem ser realmente juntadas.
Ned se vê sem saída, afinal, Robert é seu amigo e ele o ajudou a conquistar o famoso trono de ferro na batalha contra o rei louco, um Targaryen. Por fim, mesmo contra os apelos de Catelyn, ele aceita e leva as meninas com ele para a corte, Sansa e Arya. No ínterim em que a família real fica em Winterfell, o menino Brandon Stark cai, misteriosamente, da janela de uma torre alta e fica em coma. Então temos os primeiros conflitos iniciais: Catelyn quer descobrir quem empurrou o seu filho, pois não acredita que ele realmente possa ter caído, Ned envia seu filho bastardo com seu irmão Benjen Stark para a muralha, e os lobos gigantes que o pai lhes deu crescem e o de Bran acaba salvando-o de um ataque onde o propósito era terminar o que haviam começado, ou seja, realmente aniquilar o garoto. Robb se torna o senhor de Winterfell e passa horas e horas resolvendo os problemas que antes eram do pai.
Logo, temos mais conflitos, somos levados a conhecer um outro núcleo de personagens. Daenarys Targaryen e seu irmão, o rei pedinte, Viserys Targaryen. Eles são os últimos de sua linhagem e obcecado em recuperar o trono de ferro, Viserys vende a irmã a um khal dothraki, Drogo que lhe promete dez mil homens para conquistar os sete reinos, porém, ele se mostra fraco no decorrer da história, tem ataques de fúrias e infantilidades, mostrando que Daenarys tem muito mais senso de liderança que ele. Este núcleo passa por todas as peripécias possíveis no decorrer do livro as quais não posso falar.
De volta aos sete reinos. Na cidade de Porto real, Ned Stark desempenha o seu papel de mão do rei, que, ao seu ver, não está nem ai para o reino e toda vez que se vê em apuros de dinheiro, recorre ao sogro Tywin Lannister. A situação começa a incomodá-lo e ele se vê cada vez mais acuado naquele ninho de cobras.
Temos o aparecimento de Catelyn na cidade real para contar as novidades a Ned sobre o acontecido no quarto de Bran e ela trás uma adaga consigo a qual Mindinho, seu antigo amigo e ainda eterno admirador, diz que pertence a Tyrion Lannister. Assim, Catelyn resolve fazer justiça com as próprias mãos e captura o irmão anão de Cersey e Jamie Lannister que se veem cada vez mais próximos de serem expostos. Eles cometem incesto e todos os filhos de Cersey não são legítimos e por isso, inicia-se outros conflitos para que essa verdade não seja revelada.
Sei que a situação complica muito quando Catelyn captura o anão e todos, todos mesmo, querem o trono de ferro. Uma guerra se inicia e muitas, MUITAS MORTES MESMO te esperam. Acho que esse na verdade é um dos passatempos prediletos desse autor, logo, aconselho-te a não ler se apegando em alguém, pois todos estão sujeitos a ter a cabeça rolada na guilhotina!
Como diz Cersey Lannister: quando se joga a guerra dos tronos, você vence ou morre! (original:When you play the Game of Thrones, you win or you die).
É uma trama complexa, MUITO COMPLEXA, e bastante original, com críticas visíveis a sociedade, política, e outras tantas hipocrisias que vivemos no dia a dia. Muitos a comparam com as obras de Tolkin, mas não concordo com isso. É claro que assim como Tolkin, Martin criou o seu próprio mundo, seu contexto histórico, suas línguas e tudo mais, porém, nessa série, as coisas não são tão utópicas quanto nas histórias de terra média (deixo claro que são meus livros de fantasia favoritos). Então, sinceramente, não acho saudável compará-los. Cada um é bom no que faz e tem seu público.
Quanto ao enredo em si, achei-o complexo, belo, e surpreendente, porém, acredito que o autor poderia ter enxugado um pouco tudo isso, pois é realmente um desafio ler este livro. Eu, por diversas vezes, precisei voltar para compreender, pois é muita informação junta! Os personagens, todos, são muito bem delimitados, nós conseguimos pensar neles como pessoas reais, mas a mudança de ponto de vistas a todo instante é desgastante. Quando você está chegando no ápice daquele personagem e está maluco para saber mais, ele simplesmente corta e passa para outro ponto de vista. Então, nesse caso, achei que foi meio tedioso esse tipo de narração e em alguns momentos senti-me frustrada.
Quando ao espaço e tempo, nem tem o que falar. Foi brilhantemente bem delimitado, nós temos tudo casadinho, certinho e em funcionamento. Há dinamismo ao passar de um lugar para outro, mas como eu disse, a mudança a todo instante, foi irritante.
Quando ao narrador, ele é em terceira pessoa onisciente seletivo, e bota seletivo nisso! Como disse antes, Martin abusa demais desse recurso. (minha frase favorita agora lol como eu disse antes!- risos)
A obra em si é fantástica, mas não é uma leitura para qualquer um. Tem que ter um certo grau de paciência e respirar fundo em diversos momentos, mesmo assim, vale muito a pena! Digamos que Martin resgatou o melhor da fantasia que é bastante sutil nesse primeiro volume e nos presenteou com algo novo e grandioso.
Eu pretendo continuar a série, não sei quando, sinceramente, pois demorei muito tempo mesmo para ler o primeiro volume, mas quero chegar no final um dia! Mesmo que até lá todos os meus personagens favoritos tenham morrido (risos)
No mais é isso pessoal, espero que tenham gostado do meu parecer!
Até a próxima!

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