Entrevista: Alane Brito


Alane Brito no lançamento de
O que me disseram as Flores
Olá meus queridos leitores, hoje tenho uma postagem mais do que especial para vocês! Trata-se de uma entrevista exclusiva que a autora Alane Brito concedeu ao nosso blog! Para quem já a conhece, sabe que Alane é famosa por surpreender os seus leitores a cada nova página de seus livros. Se não a conhecem, é hora de conhecer! Alane é autora de O trio e O que me disseram as flores, que já tem resenha aqui em nosso blog! (procura ali!) Então, vamos parar de enrolação e vamos conferir?

E&Cia: Olá Alane, é um prazer imenso poder te entrevistar, pois, como sabe, acabei de ler recentemente O que me disseram as flores e estou simplesmente encantada! Sua escrita é muito, muito cativante, envolvente e eu me sinto mais do que feliz em tê-la descoberto nas minhas andanças na internet. 

Sem sombra de dúvidas, um nome super importante para a nossa literatura nacional! Pensando nisso, a primeira pergunta que gostaria de fazer é a seguinte: quem é Alane Brito? Dentro e fora dos livros, acho que todos temos essa curiosidade!

Alane Brito: Olá Letícia! Primeiro tenho que dizer que é um prazer enorme participar do seu blog! E mais encantada estou eu por sua reação com a leitura do meu livro. Tenho muito, muito mesmo que agradecer a você por todo seu apoio, carinho e muuuuito mais! 
Então, vamos lá... Bom, não tenho nada de muito interessante para contar. Sou casada, tenho uma filha de 06 anos, sou viciada em séries, chocolate, filmes, livros... Eu me formei em Contabilidade, mas não exerço a profissão. Desde o segundo ano de casamento, decidi ficar em casa para constituir uma família e, desde então, tenho tido mais tempo para me dedicar aos livros. 

E&Cia: O trio é o seu romance de estreia, conte-nos como foi o processo de escrita deste livro?

Alane Brito: Na verdade, O Trio foi o último livro que escrevi, mas o primeiro que tive coragem de tentar uma publicação, de fato. E foi uma experiência maravilhosa, porque foi uma fase que eu sentia que tinha amadurecido mais a minha escrita e consegui penetrar completamente na história, tanto que até hoje eu sinto uma pontinha do meu pé ainda lá (risos). E eu me senti bem confortável, porque extraí sensações lá do fundo, coisas que eu guardava desde minha infância. Não que o enredo se trate de um evento que aconteceu comigo, me refiro às questões das brincadeiras, de ter bons amigos, das descobertas, do desejo de viver aventuras, de imaginar estar vivendo algumas... Coisas assim. Até mesmo o clima quente da época em que se passa a história me lembra um pouco a cidade onde nasci.  

E&Cia: O que me disseram as flores, pelo que conheço, é bastante diferente do seu primeiro romance, estou certa? Sendo assim, de onde surgiu a ideia de escrever um romance de época?

Alane Brito: Ele já estava escrito quando lancei O Trio. Deixei ele guardadinho durante anos e anos. Na verdade, eu o considero o primeiro livro que escrevi. Antes do resultado atual, ele teve uma primeira versão e por conta da imaturidade que enxerguei tanto na maneira como eu escrevia quanto nas situações, senti necessidade de mudar. E mesmo depois da segunda versão ainda praticamente reescrevi para a publicação da maneira como é hoje. Tive até que mudar o título, porque pouco antes de eu conseguir uma editora, alguém publicou um livro com o título quase igual. O que foi bom, gosto mais de como está. E, com relação à questão de ser de época, quase todos os livros que escrevi são – digo todos porque guardo alguns que esperam revisão. Mesmo que não sejam de uma tão antiga, a maioria é de década ou décadas atrás. É algo que gosto muito, especialmente porque daqui a 30 ou 40 anos, se alguém os pegar pra ler, ainda parecerão atuais.

E&Cia: Os seus personagens têm personalidades muito bem definidas, o que é algo maravilhoso, Alane. Por isso, conte para nós, você costuma se inspirar em pessoas que você conhece para descrevê-los?

Alane Brito: O engraçado é que eu crio um personagem com uma ideia inicial do temperamento que terá, mas a personalidade vai surgindo no decorrer da história. Parece coisa de doido, mas é verdade (risos). Às vezes eu consigo manter, em outras não tem jeito. Uma vez tentei fazer um ser de uma maneira, só que eu não conseguia, ele se inclinava a ser de um modo diferente. Tenho que lidar com ele depois, já que é um livro que ainda não terminei. Mas é bem provável que uma coisa ou outra a gente tira de alguém mesmo que inconscientemente, mas não penso em ninguém específico, inicialmente.

E&Cia: Ângela é a mocinha de O que me disseram as flores e ela é completamente temperamental, você tem algo em comum com ela?

Alane Brito: Vou confessar um detalhe... Essa questão toda dela desprezar o rapaz e ainda assim ele continuar apaixonado eu tirei de uma situação que aconteceu comigo na adolescência. Não que eu tenha sido tão terrível quanto ela (eu acho), mas fazia o que eu podia pra afastar o cara, mas ele continuava atrás de mim. E não, não me apaixonei por ele. No final, acabamos nos afastando quando me mudei de cidade. Talvez o que eu tenha em comum com ela seja a questão de quando crio um argumento, bato o pé até convencer que estou certa ou me convençam depois de muita, muita insistência, que estou errada. (risos)

E&Cia: Conte para nós um pouquinho sobre como foi o processo de publicação de seus livros. De fato, é muito difícil?

Alane Brito: Quando decidi que queria escrever, eu não sabia para que lado seguir, então fiquei esperando por uma chance. Assim que a direção ficou clara, achei que a primeira oportunidade foi fácil, de certo modo, porque aconteceu num momento propício, graças a Deus. Mas hoje em dia acho muito mais fácil para que novos autores consigam mostrar suas obras para que sejam lidas, pelo menos, e até lucrar com isso, caso sejam bem aceitos, ou serem contratados por uma editora. 

E&Cia: Como também sou escritora, sempre ouço o pessoal reclamando que o público para os nossos livros é bem limitado, pois os leitores em geral preferem livros estrangeiros. Você concorda com essa visão?
Infelizmente não tem como negar essa realidade. Os estrangeiros são preferência de um modo geral.
Eu não sei você, mas quando tenho bloqueios literários, eu preciso fazer alguma coisa para me livrar deles o mais rápido possível! Nesses casos eu leio, assisto filmes, danço, sei lá! E você? Costuma ter bloqueios? Se sim, o que faz para aliviá-los?

Alane Brito: Tenho muitos bloqueios. Já fiquei até meses sem dar continuidade a um projeto. Mesmo durante isso procuro pensar sempre na história, pra não me afastar. Para acabar com eles, eu costumo buscar estímulos também com alguns filmes, mas com alguns específicos que conseguem tocar meu lado criativo. Não que precisem ter exatamente o mesmo tema sobre o que eu esteja escrevendo, basta que me estimulem. Quando a coisa não anda ainda assim, eu acabo mudando alguns detalhes. 

E&Cia: Há planos para o futuro? Podemos esperar mais de Alane Brito?

Alane Brito: Sim! Estou terminando um novo livro. Um romance com uma pitadinha de suspense... Se Deus quiser, termino ainda no início do ano!

E&Cia: Agora vou levantar uma questão polêmica, Alane, para você, o que é literatura?

Alane Brito: Bom, sei o que significa, mas o que vem à minha cabeça quando penso em literatura são os livros mais antigos. Considero literatura todo tipo de livro, independente do tema, que tenham um mínimo de bom senso e coerência, pelo menos.

E&Cia: Gostaria de agradecer a sua paciência em nos responder e claro, deixar este espacinho para você falar um pouco mais sobre suas obras e fazer com que os nossos leitores sintam-se curiosos para conhecê-las! Pode ficar a vontade!

Alane Brito: Imagina, Letícia! Novamente, eu que agradeço pelo convite! Amei suas perguntas! Aproveitando então, para quem ainda não conhece meus livros, “O Trio” é um romance com uma pitada de aventura, drama... Nele falo sobre a vida de três amigos inseparáveis desde a infância até o fim da adolescência, que passam por muitos desafios. Situações que testam tanto a amizade deles quanto a resistência emocional e física de ambos. Graças a Deus, tanto adultos maduros quanto adolescentes têm se identificado com a história, o que me alegra demais! Já “O Que Me Disseram as Flores” é um romance com um destaque especial para o casal principal, para a maneira como a protagonista age para afastar o rapaz apaixonado, a decisão dele de tentar conquistá-la, como ela se vê pouco a pouco mexida... Enfim... O próximo, como já disse, é um romance com um pouquinho de suspense, se é que posso dizer assim. Ainda estou terminando, mas já posso contar alguns detalhes... O título será provavelmente “O Segredo dos Becker”, é narrado em primeira pessoa pela protagonista, onde relata sua vida cotidiana na escola onde estuda, a relação com seus amigos, paixões e como precisa guardar um segredo de sua família – razões que explico no livro – que é a existência de um rapaz que seus pais tiraram dos pais biológicos quando  era um bebê e como é sua convivência com ele. Por isso, tiveram que deixar o Estado onde viviam e vão para uma cidadezinha bem distante, mudam de identidade e não permitem que a criança seja vista por mais ninguém com medo de serem descobertos. A narradora cresce acreditando na versão que eles a contaram que justifica os motivos de terem feito isso, mas, pouco a pouco, ela vai descobrindo a verdade e sabe que precisa tomar uma providência, por mais sofrível que seja. Bem... Só isso que posso falar por enquanto... Espero que tenham oportunidade de lê-lo. 
Então é isso... Obrigada a todos que já conhecem meus trabalhos e aos que ainda irão conhecer. Agradeço por terem cedido o tempo de vocês para lerem minhas respostas. Um beijo enooooorme para todos!!    

Então, gostaram ou não gostaram de conhecer um pouquinho mais essa grande escritora? Tudo em primeira mão, só aqui no Era uma vez... Livros & Cia!



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